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Esse feriado é nosso!

Paulista adora um feriado, não é mesmo? E lá vamos nós enfrentar o trânsito, ai chegamos na praia esta tudo cheio, no fim nos cansamos mais do que se estivéssemos ficado em casa. Feriado prolongado então é o sonho de cada um. Só não admitimos uma coisa, feriados que caiam no fim de semana, não é justo.

Hoje, dia 9 de julho, é feriado em todo o Estado de São Paulo, no entanto esse feriado passará despercebido, pois hoje é sábado. Entretanto nenhum outro feriado tem significado na memória paulistana como o feriado da Revolução constitucionalista de 1932 e como historiadora louvo essa data e gostaria que vocês também o fizessem, em memória de todos que lutaram.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um dos mais importantes acontecimentos da história política brasileira ocorridos no Governo Provisório de Getúlio Vargas. Um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo derrubar o governo do então presidente Getúlio Vargas que havia subido ao poder através do golpe de 1930. Mesmo tendo um governo provisório Vargas detinha grandes poderes e se utilizando deles fechou o Congresso Nacional, aboliu a constituição e não respeitando a autonomia de São Paulo, nomeou um Interventor de fora designado para manter a ordem e informar a situação ao presidente Vargas, não conservando o Presidente paulista (naquela época os governadores eram denominados Presidentes, ainda bem que a política nesse ponto mudou, se bem que hoje, nós paulistas, vivemos quase em uma monarquia tucana... divergências políticas a parte, voltemos a história). Essas atitudes não foram aceitas pelos paulistas, sobretudo os dirigentes do Partido Republicano Paulista (PRP), que não se conformavam com o fato de São Paulo estar sendo comandada por um "estranho".

No dia 25 de janeiro de 1932, aniversário da cidade, houve um imenso comício na Praça da Sé. Partidos políticos que eram rivais estavam unidos e o descontentamento da população diante desses fatos foi aumentando e o povo se revoltou.

Em 22 e 23 de maio, estudantes e populares queimaram e empastelaram as redações dos jornais aliados a Vargas e, nesse conflito, foram mortos quatro estudantes de Direito: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. O nome dos quatro serviu para no futuro designar o movimento paulista: MMDC. O primeiro a morrer foi Camargo, justamente o estudante que era casado e pai de três filhos. E ainda hoje o nome deles é lembrado. No centro de São Paulo há uma rua que leva o nome de “MMDC”.

A idéia de revolução tomou conta de todos, sem distinção de classe social. São Paulo estava confiante da vitória, pois contava com o apoio dos militares de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Mas somente Mato Grosso manteve-se leal a SP e ainda hoje os paulistas lembram dessa “traição” de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por muito tempo eles não foram bem vindos em nosso Estado. O comandante da Revolução era o general Isidoro Dias Lopes, apoiado fortemente pelo contingente de Mato Grosso, comandado pelo general Bertoldo Klinger.

No dia 9 de julho de 1932, o Interventor designado pelo governo nacional, Pedro de Toledo telegrafou ao ditador Getúlio Vargas com a seguinte mensagem: "Esgotados os meios que ao meu alcance estiveram para evitar o movimento que acaba de se verificar na guarnição desta Região ao qual aderiu o povo paulista, não me foi possível caminhar ao revés dos sentimentos do meu povo". Começava a Revolução Constitucionalista. Hoje uma das principais vias de São Paulo leva o nome do levante “Avenida Nove de Julho”.

Todo os setores da sociedade paulistana enfrentaram o governo nacional. Pegaram em armas intelectuais, industriais, estudantes e outros segmentos das camadas médias, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático. O que os movia era principalmente a luta anti-ditatorial.

O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, em 1951 voltou ao poder eleito presidente e se suicidou em 1954, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão.

Hoje São Paulo se orgulha de não ter aceitado a nova situação política daquele período e eu me orgulho de ser paulistana. Hoje exaltamos nossos heróis, não em um dia a mais de descanso, mas sim em um dia de memória aos paulistanos. E em São Paulo não há sequer um beco com o nome de Getúlio Vargas.

Frei Betto


Frei Betto

 Frei Betto e o MST

Frei Betto e a religião

Frei Betto e o Brasil


Biografia
Autor de 51 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato por sua obra “Fidel e a religião”. Seu livro "A noite em que Jesus nasceu" (Editora Vozes) ganhou o prêmio de "Melhor Obra Infanto-Juvenil" de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez com o Jabuti, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra “Típicos Tipos – perfis literários” (Editora A Girafa).
Foi coordenador da ANAMPOS (Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais), participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CMP (Central de Movimentos Populares). Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em 2003 e 2004 atuou como Assessor Especial do Presidente da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero. Desde 2007 é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo. É sócio fundador do Programa Educação para Todos.
Em 1987, recebeu o prêmio de Direitos Humanos da Fundação Bruno Kreisky, em Viena. Em outubro de 1990, ganhou o prêmio Dom Oscar Romero da Fundação Georg Fritze, concedido por Igrejas protestantes da Alemanha. Destinou-o à Comissão Pró-Central dos Movimentos Populares. Integrou, por cinco anos (1991-1996), o conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos. Em 1992, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) compartilhou com Frei Betto o prêmio The Right Livelihood, conhecido como Prêmio Nobel Aternativo, por sua contribuição à luta por reforma agrária e à construção do MST. Em 20/12/1996, recebeu o Troféu Sucesso Mineiro, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, dentro das comemorações do centenário da cidade. Na Itália, foi a primeira personalidade brasileira a receber o prêmio Paolo E. Borsellino por seu trabalho em prol dos Direitos Humanos, concedido em maio de 1998. Também em 1998 foi homenageado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro com o Prêmio CREA/RJ de Meio Ambiente, e ganhou a Medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro por sua luta em prol dos direitos humanos. Prêmio Jabuti, ano 2000, pela obra coletiva Mysterium Creationes - Um olhar interdisciplinar sobre o Universo. No mesmo ano, recebeu do governo de Cuba a Medalha da Solidariedade e dos Conselhos de Psicologia do Brasil o Troféu Paulo Freire de Compromisso Social/2000. Recebeu, em 2004, a “Ordem do Mérito Ministério Público do Distrito Federal e Territórios”. Em maio de 2005, numa iniciativa da UNESCO, Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e jornal Folha Dirigida foi eleito, por voto direto e secreto de um colégio eleitoral de 2.500 pessoas, uma das 13 “Personalidades Cidadania 2005”. Em março de 2006 recebeu, por deliberação unânime da Diretoria Executiva do Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão (Instituto Cidadão), a Medalha do Mérito Dom Helder Câmara em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Nação, na preservação e fiscalização da gestão pública moral e legal. Em agosto de 2007 recebeu a Medalha Tiradentes, homenagem prestada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em outubro do mesmo ano foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Brasília.
Em maio de 2008, recebeu em Tarragona, na Espanha, o Prêmio Ones - Reconocimiento Internacional Foca Mediterrània, por sua trajetória e ações em prol do meio ambiente e da solidariedade internacional.
No ano seguinte, recebeu o prêmio ALBA de Las Letras em reconhecimento ao conjunto de sua obra literária. A premiação é concedida pela Fundação Cultural da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) a personalidades que consagram sua vida e obra à valorização do patrimônio cultural da América Latina e Caribe com criações originais de todos os gêneros literários.

Ditadura Militar Brasileira
Durante os primeiros anos da ditadura, jovens frades seguidores de São Domingos desempenharam papel importante na resistência às forças armadas. Deram cobertura à Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo guerrilheiro comandado por Carlos Marighella - ex-deputado federal e um dos principais opositores do governo. Os frades defendiam que viver o evangelho era integrar-se à comunidade através de práticas sociais concretas, que defendessem os injustiçados. Pagaram alto preço: perseguição, cadeia, tortura e exílio.
Em 1969, os freis Ivo e Fernando foram os primeiros dominicanos a cair. Capturados pela polícia e submetidos a fortes torturas, acabaram forçados a servir de isca e marcar um encontro com Marighella. A emboscada revelou-se um sucesso: após troca de tiros, morreu o líder da ALN.
Frei Tito, então com 24 anos, foi o próximo dominicano colocado atrás das grades, capturado no próprio convento dos dominicanos. Cinco dias depois, frei Betto também foi preso. Estava escondido no Rio Grande do Sul, ajudando opositores do governo a fugirem do país pela fronteira.
Dentre todos esses religiosos, é a história de frei Tito que o filme aborda com mais profundidade. Durante 42 dias, ele foi submetido ao pau-de-arara, a choques elétricos nos ouvidos e genitais, a socos, pauladas, palmatórias e queimaduras de cigarro, entre outras perversidades. Em certa ocasião, foi lhe ordenado que abrisse a boca para receber a "hóstia sagrada" (dois eletrodos com corrente elétrica). Teve a boca queimada a ponto de não conseguir falar. Tentou suicídio nessa época, cortando-se com uma gilete. Os militares, no entanto, o mantiveram vivo e sob tortura psicológica.
Em dezembro de 1970, Tito foi incluído na lista de presos políticos trocados por um embaixador suíço seqüestrado. Partiu para o exílio, passando pelo Chile e pela Itália antes de se estabelecer definitivamente na França. Do Brasil, contudo, Tito não saiu sozinho. Levou consigo a lembrança obsessiva do delegado Sérgio Paranhos Fleury, seu principal algoz nos porões ditadura. Alucinava o espectro de seu torturador e sentia sua presença entre as árvores do convento de La Tourette - onde passou a viver. O delegado lhe dava ordens: não entrar, não deitar, não comer... Tito oscilava entre resistir e obedecer. Em 1974, atormentado por essa realidade, o frade enforcou-se em uma árvore nos arredores do convento.


Ditadura Militar brasileira

Ditadura Militar brasileira

Frei Betto na época da Ditadura Militar brasileira

Julgamento dos dominicanos na Ditadura Militar brasileira, todos condenados a quatro anos de prisão.
Da esquerda para direita, Frei Fernando, Frei Betto, Frei Ivo e Frei Tito.

Filme: Batismo de Sangue
Lançamento: 2007 (Brasil) (França)
Direção: Helvécio Ratton
Atores: Caio Blat, Daniel de Oliveira , Cássio Gabus Mendes , Ângelo Antônio , Léo Quintão , Odilon Esteves
Duração: 110 min
Gênero: Drama
Sinopse: São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Minhas impressões sobre o filme:
É um dos filmes nacionais que eu mais gosto. O conteúdo apresentado é pesado e isso o torna especial, pois de certa forma não varre para debaixo do tapete todo o sofrimento daquele período. Quando a gente ouve que a ditadura foi violenta logo pensamos na violência física, e o filme Batismo de Sangue mostra a outra violência que esquecemos, a violência psicológica.
Poderia falar muito sobre o filme, mas prefiro que cada um tenha o senso crítico suficiente para tecer uma opinião.
Só para complementar meu comentário, se nada disso bastar para que você assista o filme vale a pena assistir pela atuação de todos os atores, principalmente do ator Caio Blat, comovente não é a palavra certa, mas deixo vocês com ela.

Batismo de Sangue: "Assim externarei as lembranças de um passado sombrio"

Cartaz do filme

Cena do filme: Missa realizada pelos dominicanos dentro da prisão

Cena do filme: Frei Tito após tanta tortura tenta se matar

Cena do filme: Cássio Gabus Mendes interpreta um dos carrascos da Ditadura, o Delegado Fleury

 Cena do filme: Dominicados

Daniel de Oliveira viveu Frei Betto no filme

Caio Blat viveu Frei Tito no filme

Fonte:
Site do Frei Betto (Indicadíssimo!)



Rio Claro

Hoje to indo embora de São Paulo, mas calma lá, domingo to de volta.

Vou viajar para Rio Claro, cidade do interior paulista próxima de Piracicaba. Lá mora parte da minha segunda família e hoje vou revê-los depois de 5 meses.

Rio Claro tem muita história, a região da cidade foi um dos centros de trabalho imigrantes no início do século XX. Até hoje tem fazendas de plantio, hoje principalmente plantio de cana como a Fazenda Ibicaba tão amada pelo meu professor Savério que passou um semestre INTEIRO discursando sobre ela. ("Por que o arcabouço histórico..." traumatizei, sem brincadeira).

Há também a linha férrea que corta a cidade e a liga a São Carlos e Araraquara. Hoje, infelizmente, a ferrovia é utilizada somente para carga, mas anteriormente era utilizada para transporte.


Segue um breve histórico da cidade:

"Rio Claro teve de início outras denominações: São João Batista do Ribeirão Claro ou São João Batista do Morro Azul. No século XVIII, em conseqüência da descoberta do ouro em Cuiabá, Mato Grosso, desde 1719, os paulistas já cruzavam os campos ou sertões de Araraquara,que compreendiam, além de Rio Claro, os atuais territórios dos municípios de Araraquara, São Carlos e Descalvado, para evitar as febres do roteiro do rio Anhembi (Tietê). Bandeirantes e aventureiros ali se fixaram, construindo as primeiras casas em suas propriedades, às margens do Ribeirão Claro. Tornou-se esse rincão o pouso dos viajantes dos sertões.


Os informes exatos a respeito do Morro Azul começaram a aparecer, entretanto, no primeiro vintênio do século XIX, quando a Vila de Moji-Mirim para lá enviou os primeiros povoadores. Em 1817, Manoel De Barros Ferraz e a família Galvão, procedente de Itu, representada por Joaquim Galvão de França requerem a primeira sesmaria nos sertões do Morro Azul, logo depois vendida; grande parte dessa gleba transformou-se mais tarde, na fazenda Ibicaba, e o senhor Nicolau Vergueiro, associado ao Brigadeiro Luiz Antonio, fundou aí o Engenho de Ibicaba, dedicada ao fabrico de açúcar e criação de animais, realizando um grande trabalho de colonização.

No ano seguinte foi concedida a segunda sesmaria à família Goes Maciel e, três anos depois, uma outra concessão aos irmãos Pereira, no lugar denominado Ribeirão Claro, onde formaram uma grande fazenda de criação - o "Curral dos Pereiras", onde, em 1822, com a criação da Vila da Constituição, hoje Piracicaba, começou a formar-se um povoado, que se denominou São João Batista do Ribeirão Claro. Outra sesmaria importante foi concedida às margens do rio Corumbataí: a do capitão Francisco da Costa Alves, em cuja fazenda erigiu uma capela, sob a invocação de São João Batista.

A partir das concessões de sesmaria, começaram a chegar fazendeiros abastados, trazendo escravos, agregados, força e dinheiro. Dentre os primeiros colonizadores destacaram-se os Costa Neves, Os Góes, Paes de Arruda, Senador Vergueiro, Paes de Barros, Cardoso de Negreiros e outros. Mais tarde, imigrantes suíços e alemães foram introduzidos pelo Senador Vergueiro, através de sua colônia Agrícola de Ibicaba que, não se ajustando fixaram-se na área urbana.

O Padre Delfino (Delfin da Silva Barbosa), quando celebrou missa na sesmaria do Corumbataí, de seu amigo Francisco da Costa Alves, trouxe consigo a imagem de São João, que passou a ser o padroeiro da região. Os habitantes do local, pleiteando a vinda do Padre para perto de seus lares, construíram uma casa paroquial e uma igrejinha, improvisada nas terras de Manoel Paes Arruda, em torno da qual surgiram novas construções, casas residenciais e de comércio. À vista dessas iniciativas, Paes Arruda e Manoel Afonso Taborda doaram como Patrimônio de São João Batista, a área para edificação da futura cidade e de igreja definitiva.

Em 1926, quando se cogitou a transformação do lugarejo em capela curada, houve divergência quanto à fixação da localidade, visto que tanto os que possuíam propriedades ao sul do Curral do Pereiras como os que a possuíam ao norte da Fazenda Costa Alves se avocavam esse direito. Antonio Paes de Barros, mais tarde Barão de Piracicaba, a quem foram delegados poderes para escolha do local, deliberou que fossem comprados os terrenos do chapadão, confinantes com o Curral dos Perreiras e pertencentes a Manoel Paes de Arruda e Manoel Afonso de Taborda. Nesse sentido, alguns moradores dirigiram petição ao vigário capitular, em são Paulo, em que se mostrava a conveniência de ser criada a capela curada em São João Batista do Ribeirão Claro, sendo a pretenção atendida em 1827, quando ainda continuava o Padre Delfino na capelinha improvisada quando. Somente no ano seguinte ele se transferiu para a nova matriz ainda inacabada e, em 1830, foi elevada a Freguesia com o nome de Capela Curada de São João do Rio Claro.

Foi concedida à Companhia Paulista de Estrada de Ferro a ligação entre Campinas e Rio Claro, inaugurada em 1876. Uma nova Ferrovia, ligando Rio Claro a São Carlos e Araraquara, foi construída entre 1881 e 1885, pela Companhia de Estradas de Ferro do Rio Claro, mais tarde adquirida pela Companhia Paulista, atual FEPASA.

O município surgiu em 1845, quando ganhou a sua autonomia administrativa, com a denominação de São João do Rio Claro, tendo seu nome simplificado simplificado para Rio Claro em 1905. "

Fonte: http://www.rioclaro.sp.gov.br/conheca/historia.php


Pode-se ver clicando aqui um pouco da história de alguns lugares da cidade.







Algumas fotos das últimas visitar que fiz a cidade.


Lago Azul

Lago Azul


Pôr do sol


Pôr do sol mais bonito


Horto Florestal. Ao fundo o casarão do barão de Piracicaba. (Na minha humilde opinião, a foto mais bonita.)

Horto Florestal. Ponte de madeira para se chegar a capela, ao fundo.



Horto Florestal. Capela.


Horto Florestal. Novamente a ponte e a capela ao fundo.


Estrada de terra que leva ao Horto Florestal. Parece que a foto está em algum momento da década de 60 não?!

E hoje, depois de uma semana, minha mão estará novamente acompanhada.




Lilá, bota água no feijão que eu estou chegando.


Até a volta pessoas bonitas do meu coração.


Beijo pra minha flor Nati que incentiva essa "brógueira" todos os dias e para todos que vierem a ler essa postagem, até porque quem não ler não saberá que eu mandei um beijo. Errr... Tá ficando confuso... Então...


...Passar bem!





Ao Madiba com carinho

A copa do mundo de 2010 ao invés de ser "A copa do mundo da África do Sul" poderia muito bem levar o título de "A copa do mundo de Nelson Mandela" .

Líder da luta contra o regime do Apartheid, Nelson Mandela teve papel fundamental na aceitação da população negra e união de raças. A principal arma aque ele usou para lutar foram as palavras.

Vou indicar dois filmes sobre a vida do Madiba, um dele ainda preso e outro de quando a reunificação da África se iniciou.

No filme Invictus vale ressaltar a interpretação do Morgan Freeman, que praticamente incorporou Mandela. Na preparação para o papel ele chegou a visitar o ex-presidente para aprender um pouco mais sobre ele. Não que o ator Dennis Haysbert não fosse bom, mas o Morgan Freeman está de arrepiar, ou chorar... ou os dois!


Ambos os filmes são lindos e muito bem feito, vale muito a pena assistir.


Invictus


TÍtulo original: (Invictus)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Clint Eastwood
Atores: Morgan Freeman , Matt Damon , Tony Kgoroge , Patrick Mofokeng , Matt Stern
Duração: 134 min
Gênero: Drama

sinopse:Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva para que a selação nacional seja campeã.



Mandela - A Luta Pela Liberdade


Mandela - A Luta pela Liberdade
Título original: (Goodbye Bafana)
Lançamento: 2007 (Bélgica) (França) (Alemanha) (Itália) (Luxemburgo) (África do Sul) (Inglaterra)
Direção: Bille August
Atores: Joseph Fiennes , Dennis Haysbert , Diane Kruger , Shiloh Henderson , Patrick Lyster
Duração: 140 min
Gênero: Drama

sinopse:James Gregory (Joseph Fiennes) é um típico branco sul-africano, que enxerga os negros como seres inferiores, assim como a maioria da população branca que vivia na África do Sul sob o apartheid dos anos 60. Crescido no interior, ele fala bem o dialeto Xhosa. Exatamente por isso, não é um carcereiro comum: atua, na verdade, como espião do governo com a missão de repassar informações do grupo de Nelson Mandela (Dennis Haysbert) para o serviço de inteligência. Mas a convivência com Mandela cria um forte laço de amizade entre eles e o transforma em um defensor dos direitos negros na África do Sul.




"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Nelson Mandela

"Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração."
Nelson Mandela

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
Nelson Mandela

"Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável."
Nelson Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela.

"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."
Nelson Mandela

"Bravo não é quem sente medo, é quem o vence."
Nelson Mandela

"Devemos promover a coragem onde há medo , promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero."
Nelson Mandela

"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: 'Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?' Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".
(Discurso de posse, em 1994)


Poema que deu origem ao nome do filme Invictus:
Invictus
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

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Esse feriado é nosso!

Paulista adora um feriado, não é mesmo? E lá vamos nós enfrentar o trânsito, ai chegamos na praia esta tudo cheio, no fim nos cansamos mais do que se estivéssemos ficado em casa. Feriado prolongado então é o sonho de cada um. Só não admitimos uma coisa, feriados que caiam no fim de semana, não é justo.

Hoje, dia 9 de julho, é feriado em todo o Estado de São Paulo, no entanto esse feriado passará despercebido, pois hoje é sábado. Entretanto nenhum outro feriado tem significado na memória paulistana como o feriado da Revolução constitucionalista de 1932 e como historiadora louvo essa data e gostaria que vocês também o fizessem, em memória de todos que lutaram.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um dos mais importantes acontecimentos da história política brasileira ocorridos no Governo Provisório de Getúlio Vargas. Um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo derrubar o governo do então presidente Getúlio Vargas que havia subido ao poder através do golpe de 1930. Mesmo tendo um governo provisório Vargas detinha grandes poderes e se utilizando deles fechou o Congresso Nacional, aboliu a constituição e não respeitando a autonomia de São Paulo, nomeou um Interventor de fora designado para manter a ordem e informar a situação ao presidente Vargas, não conservando o Presidente paulista (naquela época os governadores eram denominados Presidentes, ainda bem que a política nesse ponto mudou, se bem que hoje, nós paulistas, vivemos quase em uma monarquia tucana... divergências políticas a parte, voltemos a história). Essas atitudes não foram aceitas pelos paulistas, sobretudo os dirigentes do Partido Republicano Paulista (PRP), que não se conformavam com o fato de São Paulo estar sendo comandada por um "estranho".

No dia 25 de janeiro de 1932, aniversário da cidade, houve um imenso comício na Praça da Sé. Partidos políticos que eram rivais estavam unidos e o descontentamento da população diante desses fatos foi aumentando e o povo se revoltou.

Em 22 e 23 de maio, estudantes e populares queimaram e empastelaram as redações dos jornais aliados a Vargas e, nesse conflito, foram mortos quatro estudantes de Direito: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. O nome dos quatro serviu para no futuro designar o movimento paulista: MMDC. O primeiro a morrer foi Camargo, justamente o estudante que era casado e pai de três filhos. E ainda hoje o nome deles é lembrado. No centro de São Paulo há uma rua que leva o nome de “MMDC”.

A idéia de revolução tomou conta de todos, sem distinção de classe social. São Paulo estava confiante da vitória, pois contava com o apoio dos militares de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Mas somente Mato Grosso manteve-se leal a SP e ainda hoje os paulistas lembram dessa “traição” de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por muito tempo eles não foram bem vindos em nosso Estado. O comandante da Revolução era o general Isidoro Dias Lopes, apoiado fortemente pelo contingente de Mato Grosso, comandado pelo general Bertoldo Klinger.

No dia 9 de julho de 1932, o Interventor designado pelo governo nacional, Pedro de Toledo telegrafou ao ditador Getúlio Vargas com a seguinte mensagem: "Esgotados os meios que ao meu alcance estiveram para evitar o movimento que acaba de se verificar na guarnição desta Região ao qual aderiu o povo paulista, não me foi possível caminhar ao revés dos sentimentos do meu povo". Começava a Revolução Constitucionalista. Hoje uma das principais vias de São Paulo leva o nome do levante “Avenida Nove de Julho”.

Todo os setores da sociedade paulistana enfrentaram o governo nacional. Pegaram em armas intelectuais, industriais, estudantes e outros segmentos das camadas médias, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático. O que os movia era principalmente a luta anti-ditatorial.

O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, em 1951 voltou ao poder eleito presidente e se suicidou em 1954, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão.

Hoje São Paulo se orgulha de não ter aceitado a nova situação política daquele período e eu me orgulho de ser paulistana. Hoje exaltamos nossos heróis, não em um dia a mais de descanso, mas sim em um dia de memória aos paulistanos. E em São Paulo não há sequer um beco com o nome de Getúlio Vargas.

Frei Betto


Frei Betto

 Frei Betto e o MST

Frei Betto e a religião

Frei Betto e o Brasil


Biografia
Autor de 51 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato por sua obra “Fidel e a religião”. Seu livro "A noite em que Jesus nasceu" (Editora Vozes) ganhou o prêmio de "Melhor Obra Infanto-Juvenil" de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez com o Jabuti, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra “Típicos Tipos – perfis literários” (Editora A Girafa).
Foi coordenador da ANAMPOS (Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais), participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CMP (Central de Movimentos Populares). Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em 2003 e 2004 atuou como Assessor Especial do Presidente da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero. Desde 2007 é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo. É sócio fundador do Programa Educação para Todos.
Em 1987, recebeu o prêmio de Direitos Humanos da Fundação Bruno Kreisky, em Viena. Em outubro de 1990, ganhou o prêmio Dom Oscar Romero da Fundação Georg Fritze, concedido por Igrejas protestantes da Alemanha. Destinou-o à Comissão Pró-Central dos Movimentos Populares. Integrou, por cinco anos (1991-1996), o conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos. Em 1992, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) compartilhou com Frei Betto o prêmio The Right Livelihood, conhecido como Prêmio Nobel Aternativo, por sua contribuição à luta por reforma agrária e à construção do MST. Em 20/12/1996, recebeu o Troféu Sucesso Mineiro, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, dentro das comemorações do centenário da cidade. Na Itália, foi a primeira personalidade brasileira a receber o prêmio Paolo E. Borsellino por seu trabalho em prol dos Direitos Humanos, concedido em maio de 1998. Também em 1998 foi homenageado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro com o Prêmio CREA/RJ de Meio Ambiente, e ganhou a Medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro por sua luta em prol dos direitos humanos. Prêmio Jabuti, ano 2000, pela obra coletiva Mysterium Creationes - Um olhar interdisciplinar sobre o Universo. No mesmo ano, recebeu do governo de Cuba a Medalha da Solidariedade e dos Conselhos de Psicologia do Brasil o Troféu Paulo Freire de Compromisso Social/2000. Recebeu, em 2004, a “Ordem do Mérito Ministério Público do Distrito Federal e Territórios”. Em maio de 2005, numa iniciativa da UNESCO, Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e jornal Folha Dirigida foi eleito, por voto direto e secreto de um colégio eleitoral de 2.500 pessoas, uma das 13 “Personalidades Cidadania 2005”. Em março de 2006 recebeu, por deliberação unânime da Diretoria Executiva do Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão (Instituto Cidadão), a Medalha do Mérito Dom Helder Câmara em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Nação, na preservação e fiscalização da gestão pública moral e legal. Em agosto de 2007 recebeu a Medalha Tiradentes, homenagem prestada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em outubro do mesmo ano foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Brasília.
Em maio de 2008, recebeu em Tarragona, na Espanha, o Prêmio Ones - Reconocimiento Internacional Foca Mediterrània, por sua trajetória e ações em prol do meio ambiente e da solidariedade internacional.
No ano seguinte, recebeu o prêmio ALBA de Las Letras em reconhecimento ao conjunto de sua obra literária. A premiação é concedida pela Fundação Cultural da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) a personalidades que consagram sua vida e obra à valorização do patrimônio cultural da América Latina e Caribe com criações originais de todos os gêneros literários.

Ditadura Militar Brasileira
Durante os primeiros anos da ditadura, jovens frades seguidores de São Domingos desempenharam papel importante na resistência às forças armadas. Deram cobertura à Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo guerrilheiro comandado por Carlos Marighella - ex-deputado federal e um dos principais opositores do governo. Os frades defendiam que viver o evangelho era integrar-se à comunidade através de práticas sociais concretas, que defendessem os injustiçados. Pagaram alto preço: perseguição, cadeia, tortura e exílio.
Em 1969, os freis Ivo e Fernando foram os primeiros dominicanos a cair. Capturados pela polícia e submetidos a fortes torturas, acabaram forçados a servir de isca e marcar um encontro com Marighella. A emboscada revelou-se um sucesso: após troca de tiros, morreu o líder da ALN.
Frei Tito, então com 24 anos, foi o próximo dominicano colocado atrás das grades, capturado no próprio convento dos dominicanos. Cinco dias depois, frei Betto também foi preso. Estava escondido no Rio Grande do Sul, ajudando opositores do governo a fugirem do país pela fronteira.
Dentre todos esses religiosos, é a história de frei Tito que o filme aborda com mais profundidade. Durante 42 dias, ele foi submetido ao pau-de-arara, a choques elétricos nos ouvidos e genitais, a socos, pauladas, palmatórias e queimaduras de cigarro, entre outras perversidades. Em certa ocasião, foi lhe ordenado que abrisse a boca para receber a "hóstia sagrada" (dois eletrodos com corrente elétrica). Teve a boca queimada a ponto de não conseguir falar. Tentou suicídio nessa época, cortando-se com uma gilete. Os militares, no entanto, o mantiveram vivo e sob tortura psicológica.
Em dezembro de 1970, Tito foi incluído na lista de presos políticos trocados por um embaixador suíço seqüestrado. Partiu para o exílio, passando pelo Chile e pela Itália antes de se estabelecer definitivamente na França. Do Brasil, contudo, Tito não saiu sozinho. Levou consigo a lembrança obsessiva do delegado Sérgio Paranhos Fleury, seu principal algoz nos porões ditadura. Alucinava o espectro de seu torturador e sentia sua presença entre as árvores do convento de La Tourette - onde passou a viver. O delegado lhe dava ordens: não entrar, não deitar, não comer... Tito oscilava entre resistir e obedecer. Em 1974, atormentado por essa realidade, o frade enforcou-se em uma árvore nos arredores do convento.


Ditadura Militar brasileira

Ditadura Militar brasileira

Frei Betto na época da Ditadura Militar brasileira

Julgamento dos dominicanos na Ditadura Militar brasileira, todos condenados a quatro anos de prisão.
Da esquerda para direita, Frei Fernando, Frei Betto, Frei Ivo e Frei Tito.

Filme: Batismo de Sangue
Lançamento: 2007 (Brasil) (França)
Direção: Helvécio Ratton
Atores: Caio Blat, Daniel de Oliveira , Cássio Gabus Mendes , Ângelo Antônio , Léo Quintão , Odilon Esteves
Duração: 110 min
Gênero: Drama
Sinopse: São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Minhas impressões sobre o filme:
É um dos filmes nacionais que eu mais gosto. O conteúdo apresentado é pesado e isso o torna especial, pois de certa forma não varre para debaixo do tapete todo o sofrimento daquele período. Quando a gente ouve que a ditadura foi violenta logo pensamos na violência física, e o filme Batismo de Sangue mostra a outra violência que esquecemos, a violência psicológica.
Poderia falar muito sobre o filme, mas prefiro que cada um tenha o senso crítico suficiente para tecer uma opinião.
Só para complementar meu comentário, se nada disso bastar para que você assista o filme vale a pena assistir pela atuação de todos os atores, principalmente do ator Caio Blat, comovente não é a palavra certa, mas deixo vocês com ela.

Batismo de Sangue: "Assim externarei as lembranças de um passado sombrio"

Cartaz do filme

Cena do filme: Missa realizada pelos dominicanos dentro da prisão

Cena do filme: Frei Tito após tanta tortura tenta se matar

Cena do filme: Cássio Gabus Mendes interpreta um dos carrascos da Ditadura, o Delegado Fleury

 Cena do filme: Dominicados

Daniel de Oliveira viveu Frei Betto no filme

Caio Blat viveu Frei Tito no filme

Fonte:
Site do Frei Betto (Indicadíssimo!)



Rio Claro

Hoje to indo embora de São Paulo, mas calma lá, domingo to de volta.

Vou viajar para Rio Claro, cidade do interior paulista próxima de Piracicaba. Lá mora parte da minha segunda família e hoje vou revê-los depois de 5 meses.

Rio Claro tem muita história, a região da cidade foi um dos centros de trabalho imigrantes no início do século XX. Até hoje tem fazendas de plantio, hoje principalmente plantio de cana como a Fazenda Ibicaba tão amada pelo meu professor Savério que passou um semestre INTEIRO discursando sobre ela. ("Por que o arcabouço histórico..." traumatizei, sem brincadeira).

Há também a linha férrea que corta a cidade e a liga a São Carlos e Araraquara. Hoje, infelizmente, a ferrovia é utilizada somente para carga, mas anteriormente era utilizada para transporte.


Segue um breve histórico da cidade:

"Rio Claro teve de início outras denominações: São João Batista do Ribeirão Claro ou São João Batista do Morro Azul. No século XVIII, em conseqüência da descoberta do ouro em Cuiabá, Mato Grosso, desde 1719, os paulistas já cruzavam os campos ou sertões de Araraquara,que compreendiam, além de Rio Claro, os atuais territórios dos municípios de Araraquara, São Carlos e Descalvado, para evitar as febres do roteiro do rio Anhembi (Tietê). Bandeirantes e aventureiros ali se fixaram, construindo as primeiras casas em suas propriedades, às margens do Ribeirão Claro. Tornou-se esse rincão o pouso dos viajantes dos sertões.


Os informes exatos a respeito do Morro Azul começaram a aparecer, entretanto, no primeiro vintênio do século XIX, quando a Vila de Moji-Mirim para lá enviou os primeiros povoadores. Em 1817, Manoel De Barros Ferraz e a família Galvão, procedente de Itu, representada por Joaquim Galvão de França requerem a primeira sesmaria nos sertões do Morro Azul, logo depois vendida; grande parte dessa gleba transformou-se mais tarde, na fazenda Ibicaba, e o senhor Nicolau Vergueiro, associado ao Brigadeiro Luiz Antonio, fundou aí o Engenho de Ibicaba, dedicada ao fabrico de açúcar e criação de animais, realizando um grande trabalho de colonização.

No ano seguinte foi concedida a segunda sesmaria à família Goes Maciel e, três anos depois, uma outra concessão aos irmãos Pereira, no lugar denominado Ribeirão Claro, onde formaram uma grande fazenda de criação - o "Curral dos Pereiras", onde, em 1822, com a criação da Vila da Constituição, hoje Piracicaba, começou a formar-se um povoado, que se denominou São João Batista do Ribeirão Claro. Outra sesmaria importante foi concedida às margens do rio Corumbataí: a do capitão Francisco da Costa Alves, em cuja fazenda erigiu uma capela, sob a invocação de São João Batista.

A partir das concessões de sesmaria, começaram a chegar fazendeiros abastados, trazendo escravos, agregados, força e dinheiro. Dentre os primeiros colonizadores destacaram-se os Costa Neves, Os Góes, Paes de Arruda, Senador Vergueiro, Paes de Barros, Cardoso de Negreiros e outros. Mais tarde, imigrantes suíços e alemães foram introduzidos pelo Senador Vergueiro, através de sua colônia Agrícola de Ibicaba que, não se ajustando fixaram-se na área urbana.

O Padre Delfino (Delfin da Silva Barbosa), quando celebrou missa na sesmaria do Corumbataí, de seu amigo Francisco da Costa Alves, trouxe consigo a imagem de São João, que passou a ser o padroeiro da região. Os habitantes do local, pleiteando a vinda do Padre para perto de seus lares, construíram uma casa paroquial e uma igrejinha, improvisada nas terras de Manoel Paes Arruda, em torno da qual surgiram novas construções, casas residenciais e de comércio. À vista dessas iniciativas, Paes Arruda e Manoel Afonso Taborda doaram como Patrimônio de São João Batista, a área para edificação da futura cidade e de igreja definitiva.

Em 1926, quando se cogitou a transformação do lugarejo em capela curada, houve divergência quanto à fixação da localidade, visto que tanto os que possuíam propriedades ao sul do Curral do Pereiras como os que a possuíam ao norte da Fazenda Costa Alves se avocavam esse direito. Antonio Paes de Barros, mais tarde Barão de Piracicaba, a quem foram delegados poderes para escolha do local, deliberou que fossem comprados os terrenos do chapadão, confinantes com o Curral dos Perreiras e pertencentes a Manoel Paes de Arruda e Manoel Afonso de Taborda. Nesse sentido, alguns moradores dirigiram petição ao vigário capitular, em são Paulo, em que se mostrava a conveniência de ser criada a capela curada em São João Batista do Ribeirão Claro, sendo a pretenção atendida em 1827, quando ainda continuava o Padre Delfino na capelinha improvisada quando. Somente no ano seguinte ele se transferiu para a nova matriz ainda inacabada e, em 1830, foi elevada a Freguesia com o nome de Capela Curada de São João do Rio Claro.

Foi concedida à Companhia Paulista de Estrada de Ferro a ligação entre Campinas e Rio Claro, inaugurada em 1876. Uma nova Ferrovia, ligando Rio Claro a São Carlos e Araraquara, foi construída entre 1881 e 1885, pela Companhia de Estradas de Ferro do Rio Claro, mais tarde adquirida pela Companhia Paulista, atual FEPASA.

O município surgiu em 1845, quando ganhou a sua autonomia administrativa, com a denominação de São João do Rio Claro, tendo seu nome simplificado simplificado para Rio Claro em 1905. "

Fonte: http://www.rioclaro.sp.gov.br/conheca/historia.php


Pode-se ver clicando aqui um pouco da história de alguns lugares da cidade.







Algumas fotos das últimas visitar que fiz a cidade.


Lago Azul

Lago Azul


Pôr do sol


Pôr do sol mais bonito


Horto Florestal. Ao fundo o casarão do barão de Piracicaba. (Na minha humilde opinião, a foto mais bonita.)

Horto Florestal. Ponte de madeira para se chegar a capela, ao fundo.



Horto Florestal. Capela.


Horto Florestal. Novamente a ponte e a capela ao fundo.


Estrada de terra que leva ao Horto Florestal. Parece que a foto está em algum momento da década de 60 não?!

E hoje, depois de uma semana, minha mão estará novamente acompanhada.




Lilá, bota água no feijão que eu estou chegando.


Até a volta pessoas bonitas do meu coração.


Beijo pra minha flor Nati que incentiva essa "brógueira" todos os dias e para todos que vierem a ler essa postagem, até porque quem não ler não saberá que eu mandei um beijo. Errr... Tá ficando confuso... Então...


...Passar bem!





Ao Madiba com carinho

A copa do mundo de 2010 ao invés de ser "A copa do mundo da África do Sul" poderia muito bem levar o título de "A copa do mundo de Nelson Mandela" .

Líder da luta contra o regime do Apartheid, Nelson Mandela teve papel fundamental na aceitação da população negra e união de raças. A principal arma aque ele usou para lutar foram as palavras.

Vou indicar dois filmes sobre a vida do Madiba, um dele ainda preso e outro de quando a reunificação da África se iniciou.

No filme Invictus vale ressaltar a interpretação do Morgan Freeman, que praticamente incorporou Mandela. Na preparação para o papel ele chegou a visitar o ex-presidente para aprender um pouco mais sobre ele. Não que o ator Dennis Haysbert não fosse bom, mas o Morgan Freeman está de arrepiar, ou chorar... ou os dois!


Ambos os filmes são lindos e muito bem feito, vale muito a pena assistir.


Invictus


TÍtulo original: (Invictus)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Clint Eastwood
Atores: Morgan Freeman , Matt Damon , Tony Kgoroge , Patrick Mofokeng , Matt Stern
Duração: 134 min
Gênero: Drama

sinopse:Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva para que a selação nacional seja campeã.



Mandela - A Luta Pela Liberdade


Mandela - A Luta pela Liberdade
Título original: (Goodbye Bafana)
Lançamento: 2007 (Bélgica) (França) (Alemanha) (Itália) (Luxemburgo) (África do Sul) (Inglaterra)
Direção: Bille August
Atores: Joseph Fiennes , Dennis Haysbert , Diane Kruger , Shiloh Henderson , Patrick Lyster
Duração: 140 min
Gênero: Drama

sinopse:James Gregory (Joseph Fiennes) é um típico branco sul-africano, que enxerga os negros como seres inferiores, assim como a maioria da população branca que vivia na África do Sul sob o apartheid dos anos 60. Crescido no interior, ele fala bem o dialeto Xhosa. Exatamente por isso, não é um carcereiro comum: atua, na verdade, como espião do governo com a missão de repassar informações do grupo de Nelson Mandela (Dennis Haysbert) para o serviço de inteligência. Mas a convivência com Mandela cria um forte laço de amizade entre eles e o transforma em um defensor dos direitos negros na África do Sul.




"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Nelson Mandela

"Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração."
Nelson Mandela

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
Nelson Mandela

"Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável."
Nelson Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela.

"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."
Nelson Mandela

"Bravo não é quem sente medo, é quem o vence."
Nelson Mandela

"Devemos promover a coragem onde há medo , promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero."
Nelson Mandela

"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: 'Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?' Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".
(Discurso de posse, em 1994)


Poema que deu origem ao nome do filme Invictus:
Invictus
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

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