A Copa das Copas!

Adoro futebol, afinal nasci em um lar de homens loucos por futebol. Corinthiana chata e orgulhosa, daquela que vai ao estádio e fala palavrão (não me orgulho disso, mas você já foi ao estádio?). Lá em casa não gostamos só do nosso clube, somos amantes do futebol.
Quando o Brasil foi escolhido para ser a sede da Copa do mundo eu vibrei e até fiz planos de assistir no estádio a pelo menos um dos jogos do mundial, e quando o preço dos ingressos foram divulgados decidi assistir os jogos da poltrona aqui de casa mesmo, não necessariamente pelo valor que seria justo, mas na atual situação de “vida nova” fiquei impossibilitada. Minha torcida não seria menor por isso.
Não fiz coro contra a Copa, em momento nenhum. Quando os grandes slogans “Imagina na Copa” e “É esse o país da Copa” começaram a pipocar nas redes sociais percebi que era só mais um coro inútil e fiz chacota com eles (e como!), assim como as manifestações contra o Mundial que pipocavam nas ruas. Vou confessar, estava temerosa com o que poderia ser dito do nosso país, principalmente por conta do momento político que estamos vivendo, mas sabia que aquela seria a Copa das Copas. Não podíamos falhar. Juntos, fizemos toques, lançamentos, defesas espetaculares e toques de letra. Mas tivemos bolas foras e a pior delas foi o insulto vergonhoso perante o mundo todo que fizeram contra a nossa Chefe da nação, aquela que sempre acreditou e seguiu com o mantra de que seria essa a Copa da Copa. A presidente Dilma, naquele palanque, não só representava a figura administrativa da nação, ela era uma torcedora que assistia aflita ao lado da sua filha o desempenho da Seleção, esqueceram que ela é uma mulher, e sofreu demais para permitir a liberdade de expressão, que nesse caso se voltou contra ela. No instante em que os insultos tomaram conta da Arena Corinthians eu tomei as dores e parti em defesa, comprei briga com “intelectuais” da grande mídia, me senti no dever de alertar com relação ao ato deplorável e vergonhoso que vinha da área VIP do estádio, local onde os “intelectuais” guardavam seus postos comprados (R$ 900,00) ou presenteados. E fui ofendida, tanto quanto a presidente. Mas resisti, com chacotas (sou boa nisso). Devolvia a ofensa com humor, e na mesma medida das ofensas vieram elogios e incentivos pela minha “coragem”. Me senti bem, e sabia que a redenção viria em breve, e de fato ela veio. Hoje 03 de julho de 2014 um dos órgãos de pesquisa revelou resultados de uma pesquisa sobre intenção de voto, avaliação do governo, aceitação da Copa e qual a opinião sobre os insultos contra a Presidente e esse último apontou que 76% da população considerou VERGONHOSO! E os outros 24? Lembrem-se, temos a ala VIP no nosso país!
A Copa está provando o potencial do Brasil ao mundo, mas principalmente está provando ao brasileiro que somos sim tão capazes quanto o resto do mundo. Não somos só capazes com uma bola no pé. Temos o potencial de promovermos uma linda festa verde e amarela, voltar os olhos do mundo para nós e fazermos sim A COPA DAS COPAS. Acredito que a nossa síndrome do Vira-lata será erradicada depois do dia 13 de julho, fomos vacinados. Duvida? Com esse problema resolvido podemos nos dedicar a outros que assolam a nossa sociedade, como por exemplo:  o desconhecimento de que o Brasil possui outros partidos políticos além do PT; Que o nosso sistema governamental se divide em três poderes (legislativo, executivo e judiciário) e cada um deles possui as suas próprias demandas e responsabilidades; Que “Eu resolvo na urna” e votar nulo não resolve nada; Que ler e abrir a mente para novas idéias lhe deixará mais propício ao diálogo e entendimento; e insultar ou usar o CAPS LOCK quando não houver argumento não vale de argumento.
E a nossa mídia? Ontem incentivava os slogans pessimistas. Hoje ela faz matérias mostrando que os torcedores se renderam ao Mundial. Que hoje a aceitação da Copa é maior e nos orgulhamos dessa festa. Os torcedores estão arrependidos? Sei!
Como eu disse no começo desse texto eu amo futebol e chorei e sofri demais no jogo contra o Chile, mas como sou corinthiana (se não for sofrido, não é Corinthians) estou acostumada com o sofrimento, mas amanhã (04 de julho) contra a Colômbia poderia ser um pouco mais tranquilo, vamos guardar nosso sofrimento, afinal a Argentina está na mira. Independente do resultado continuarei brasileira, me orgulhando dessa Pátria mãe gentil, que recebeu o mundo todo e aos pouco (eu acredito) está começando a se receber, se aceitar. Continuarei defendendo o que acredito, e comprando brigas, mesmo que virtuais, pelo que considero correto. Não baixarei minha guarda! Tenho exemplos dignos que não abaixam a cabeça e nem se abalam diante de um do ódio irracional de um estádio lotado.
E por fim, lhe convido a assistir esse belíssimo depoimento do ator José de Abreu para mãe da Paula, avó do Gabriel, Dilma Rousseff!



Não nos calaremos!

Nunca tivemos muito direito ao barulho, mas quando o mais absoluto silêncio se fez, trouxe com ele uma escuridão nunca antes vista.
Ele veio marchando de madrugada, sorrateiro e covarde. Tirou de nós a luz vermelha, aquela que há tempos desejávamos, que iria dar da terra o nosso futuro. Colocou uma mordaça em quem nos defendia e lançou seu véu negro sobre toda uma nação.
Aos poucos o silêncio foi se alastrando, e a escuridão nos devorando. Vendaram nossos olhos (livros terroristas), tamparam nossos ouvidos (mídia aliada) e calaram de vez nossa voz. Mas resistimos. Houveram muitos que lutaram. Soltaram a voz! Diziam que apesar da escuridão o amanhã seria um novo dia. Heróis!
No entanto tantas vozes se calaram, de vez. E essas emudeceram a murros, pontapés, tapas, choques, afogamentos... Ah! Se pudessem ouvir o que essas voz queriam dizer. Mas não houve chance para tal. O silêncio era a sentença. E para as mães, pais, irmãs, irmãos, filhos, filhas, mulheres, maridos e companheiros, para eles sobram apenas os lamentos, também silenciosos.
E quem sobreviveu a esse silêncio, aquele mais profundo vindo diretamente dos porões, hoje é perseguido por vozes, dolorosas vozes, que os assombra por toda vida.

E a nós cabe gritar aos ventos, a plenos pulmões, as dores e agonias desse período que ainda hoje nos ronda, para que aos desavisados seja dito: SILÊNCIO NUNCA MAIS!

Bienvenidos Compañeros!

Depois de tanto tempo eu voltei, mas só voltei porque hoje senti vergonha e precisava compartilha-la com vocês, mesmo que ninguém leia.


Hoje senti vergonha, e olha que eu sou uma pessoa muito bem resolvida, mas hoje não deu, senti vergonha!

Moro em um país onde o dinheiro é mais importante do que vida, onde se burlam leis para proveito próprio, onde adolescentes de 15 anos não sabem ler e escrever, onde a educação é por números e não por qualidade, onde os leitos de hospitais são os corredores, onde os "médicos" que fazem juramento de salvar nossas vidas priorizam trabalhar em locais onde o dinheiro é mais importante (primeiro item da nossa lista). Meu país precisa de muitos remendos, aliais, chega de tapar buraco, precisamos de soluções concretas para nossos problemas, mas se eu fosse listar nossas mazelas dedicaria o blog a isso. 

Mas o meu país está mudando, está prezando as vidas e não mais as vantagens que o poder pode dar. Claro, a passos curtos, afinal a nossa democracia é recente e um passo mais cumprido pode fazer o gigante acordar, ai ele com sono é manipulado e pisa em tudo o que foi construído, já vimos essa história, bem recentemente. 

Os passos são curtos, mas concretos. O meu país hoje é querido lá fora, todos nos querem, temos dinheiro! Mas aqui dentro temos a síndrome do Vira Lata, está tudo ruim. Pelo menos é isso que querem que acreditemos. Hoje no meu país crianças não morrem mais de fome, pais e mães não veem mais os filhos morrerem de fome, pessoas que não tinham oportunidades hoje podem se formar no nível superior. Enfim, poderia também apontar aqui todas as vitórias do meu país, mas também demandaria um bom espaço do blog. 

Voltemos a vergonha... 



Um dos desejos da sociedade que foi as ruas era "melhores condições na saúde pública" e prontamente o meu país atendeu a esse pedido. Fez um projeto de emergência dando oportunidade de emprego com salário alto e benefícios para os "médicos" que tão honradamente se formaram em faculdades públicas ou bancaram altas mensalidades para jurarem salvar vidas ("desde que eu possa escolher quais vidas salvar..."). Mas espera, "com 10 mil reais por mês eu não pago o investimento que meu pai (papai) fez na minha carreira, ou com 10 mil reais por mês eu não pago o investimento que fiz na faculdade pública (oi?!?!)".

Ai vamos as ruas contra esse projeto, deixamos os postos de trabalho e os pacientes sem atendimento ("nosso direito é válido")!

O governo não arreda o pé e mantem o projeto, conclusão: 10% das vagas são preenchidas pelos nossos honrados "médicos". "Trabalhar onde o povo precisa? Esqueceu que sou eu quem escolhe os meus pacientes? Não dá pitaco na minha vida profissional, meu papai disse para não me misturar com a gentalha!"

O que fazer agora que as vagas não foram preenchidas?! Chamemos quem quer trabalhar, quem temos bom relacionamento diplomático: Os cubanos!
"Povo feio. Mulheres com cara de empregada doméstica. Vamos vaiá-los? Meu papai disse que isso vai fazer com que a sociedade nos dê razão!"



Engano seu, senhor reacionário de jaleco. O meu país está caminhando, esqueceu? O povo está começando a entender como as coisas funcionam, aceitando mais o social, e o capital, mesmo embora seja um dos pecados, hoje, pelo menos HOJE, não importa!

Companheiros cubanos, hoje eu me envergonho por dizer que sou brasileira, mas ao mesmo tempo me orgulho da grande maioria dos brasileiros que defendem a permanência de vocês no nosso território, que agradece por levar esperança onde o "santo de casa" não teve a capacidade de ir. 

SEJAM BEM VINDOS e que Little Rock nunca mais aconteça, nunca mais!


Perdão por meu país ser tão imaturo, mas acredite, um dia exerceremos nossas funções por amor e não por dinheiro. Quem sabe não são vocês que vão nos ensinar?!





"Little Rock, Estados Unidos, 1957. Estudante Elizabeth Eckford chega para o seu primeiro dia de aula numa escola sem separação racial. Precisou de reforço policial para conseguir entrar.


Fortaleza, Brasil, 2013. Médicos brasileiros brancos e bem nascidos fazem um corredor para vaiar seus colegas cubanos, muitos deles negros, que vieram ao país contratados para atuar em regiões carentes para as quais os brasileiros não querem ir."

Realidade, infelizmente

Relato de um professor gaúcho extraído do Facebook, nada distante da minha realidade.

"A realidade de hoje !
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;funk
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento
das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00.....................para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!"

A minha realidade
O relato desse professor é verídico, pois mais de uma vez eu presenciei cenas como essa dentro da escola. O problema está no Estado (Brasil) sim, mas muito mais na SOCIEDADE.
A criação dos filhos passou a ser obrigação dos professores, enquanto essa visão não mudar, a educação do país não vai mudar.
Hoje o professor do Estado de SP ganha R$ 9,40 hora/aula. Somos obrigados pelo Estado trabalhar 32 aulas dentro de uma sala de aula com 40 alunos, não há tempo sequer de respirar, beber água, lavar o rosto, ir ao banheiro, é puro luxo. E porque os Estado nos obriga? Por burlar uma lei federal que diz que o professor tem que ficar 2/3 da carga horária com o aluno. 2/3 de 40 para o Estado equivale a 26,40 horas, que dividido por 50 minutos é igual há 32 aulas. Mas espera ai... eu disse que eu ganho R$9,40 por HORA/AULA e não por 50 minutos, logo o calculo do Estado deveria ser feito em 26,40 hora = 27 ou 26 aulas. Mas para que isso não é mesmo? Se eles podem utilizar o professor que já está na rede para dar essas 5 ou 6 aulas de diferença.
Qual a alegação do Estado de SP? Falta de verba, no entanto o Alckmin aumentou o número de secretários e auxiliares e aumentou também o seus salários, ou então a falta de professores, mas conheço gente que ainda não conseguiu atribuir SEQUER 1 aula esse ano.
Eu vivo essa realidade e terça feira tive crise alérgica depois de dar 9 aulas em um só dia. Parece pouco para quem trabalha das 8 as 18 não é mesmo? Mas você trabalha sentado, pode beber água e ir ao banheiro quando bem entender, tem liberdade de ir e vir, e não precisa ficar berrando durante um dia inteiro.
Não digo isso para ficarem com pena dos professores e muito menos de mim, eu escolhi estar aqui e muitos sequer tiveram essa escolha, digo isso para que a SOCIEDADE abra os olhos e se manifeste, a hora de ficar quieto já passou. E corrente pelo Facebook ajuda a alertar, mas não resolve o problema.
Antes de criticar greves, manifestações procure saber o real motivo das revindicações que essas pessoas estão fazendo. Haverá greve nos dias 13, 14 e 15 de março para o professorado Paulista e espero que de todo coração a sociedade não nos condene, mas sim nos entenda. Se você confia a educação escolar do seu filho em nós, está na hora de unirmos força.
Um dia o Estado não terá mais professores disposto a enfrentar essas situações de humilhação, esse dia está próximo, pois menos pessoas ingressam nessa profissão. Quando esse dia chegar quem sabe então a sociedade e o Estado darão real valor à esse profissional que forma todos os outros profissionais.

Mais um dia comum


Hoje acordei com febre, tomei um remédio, peguei meus livros e fui para estação de trem para mais um dia de aula. Seria um dia comum.
Chegando lá, às 9:00, fiquei esperando o trem sair da plataforma durante 20 minutos, e a voz do além da estação dizia "Que os trens da linha Rubi estão trafegando em velocidade baixa e maior tempo de parada nas estações devido a problemas na via (ora era devido ao trem quebrado). Isso não foge de tantos dias comuns.
No percurso de Pirituba (estação que eu embarco, sentido Francisco Morato) até a Vila Clarice o trem foi lento, quase parando, quando ele parou na Vila Clarice pude ver o tal trem "com defeito" parado na plataforma ao lado, e ambos os trens (sentido Luz e sentido Morato) trafegavam no mesmo trilho. Percebi que tinha gente dentro do trem e vi algumas saindo apressadas e assustadas, mas entendi essa cena como o cidadão que não quer/pode chegar atrasado no serviço, seria só mais uma cena comum.
Achei curioso um trem dar "defeito" bem naquele horário, mas não encuquei. No percurso minha febre aumentou e eu decidi pegar o caminho de volta para casa e curar essa gripe chata que está tentando me pegar (já disse para ela que não a quero na minha vida, mas ela é insistente!). Quando embarquei no trem para voltar para casa pude perceber que as pessoas estavam comentando sobre um acidente que havia acontecido na Vila Clarice, um choque de dois trens, até aquele momento diziam que 7 pessoas estariam feridas, e a CPTM insistindo em dizer que por motivo de pane, defeito, problemas na via... Enfim. Voltei ouvindo rádio e quando o trem passou novamente na Vila Clarice pude perceber que agora havia equipe de resgate e muitas pessoas eram atendidas na plataforma. As duas composições ainda estavam uma encostada na outra, mas mesmo assim dava para ver o estrago no vagão. As pessoas olhavam para a cena como se aquilo fosse comum.
Não foi uma cena feliz, longe disso. Quando cheguei em casa, assistindo ao noticiário soube que 38 pessoas se feriram, 2 com maior gravidade. Apenas um acidente comum.
De quem é a culpa? De todos e de ninguém ao mesmo tempo. A culpa vem lá de cima, quando nos obrigam a pagar R$3,00 para um meio de transporte indigno e perigoso, superlotado, sujo... Claro que agora irão culpar a funcionária da CPTM, mas quem conhece o mínimo sobre locomotivas e trens sabe que não é só puxar o freio de mão e ela para, se ela estava trafegando naquela via foi por que alguém deu o sinal verde de que ela estaria livre. Podem demiti-la, ela é apenas uma funcionária comum.
Não nos cabe julgar o certo ou o errado, cabe cobrarmos o nosso direito de ir e vir em segurança, o que seria comum.
E sim, a gente só se dá conta desses pequenos detalhes quando acontece ao nosso lado, ou quando o perigo passa perto, na distância de 10 minutos... E isso não deveria ser nada comum.

A Copa das Copas!

Adoro futebol, afinal nasci em um lar de homens loucos por futebol. Corinthiana chata e orgulhosa, daquela que vai ao estádio e fala palavrão (não me orgulho disso, mas você já foi ao estádio?). Lá em casa não gostamos só do nosso clube, somos amantes do futebol.
Quando o Brasil foi escolhido para ser a sede da Copa do mundo eu vibrei e até fiz planos de assistir no estádio a pelo menos um dos jogos do mundial, e quando o preço dos ingressos foram divulgados decidi assistir os jogos da poltrona aqui de casa mesmo, não necessariamente pelo valor que seria justo, mas na atual situação de “vida nova” fiquei impossibilitada. Minha torcida não seria menor por isso.
Não fiz coro contra a Copa, em momento nenhum. Quando os grandes slogans “Imagina na Copa” e “É esse o país da Copa” começaram a pipocar nas redes sociais percebi que era só mais um coro inútil e fiz chacota com eles (e como!), assim como as manifestações contra o Mundial que pipocavam nas ruas. Vou confessar, estava temerosa com o que poderia ser dito do nosso país, principalmente por conta do momento político que estamos vivendo, mas sabia que aquela seria a Copa das Copas. Não podíamos falhar. Juntos, fizemos toques, lançamentos, defesas espetaculares e toques de letra. Mas tivemos bolas foras e a pior delas foi o insulto vergonhoso perante o mundo todo que fizeram contra a nossa Chefe da nação, aquela que sempre acreditou e seguiu com o mantra de que seria essa a Copa da Copa. A presidente Dilma, naquele palanque, não só representava a figura administrativa da nação, ela era uma torcedora que assistia aflita ao lado da sua filha o desempenho da Seleção, esqueceram que ela é uma mulher, e sofreu demais para permitir a liberdade de expressão, que nesse caso se voltou contra ela. No instante em que os insultos tomaram conta da Arena Corinthians eu tomei as dores e parti em defesa, comprei briga com “intelectuais” da grande mídia, me senti no dever de alertar com relação ao ato deplorável e vergonhoso que vinha da área VIP do estádio, local onde os “intelectuais” guardavam seus postos comprados (R$ 900,00) ou presenteados. E fui ofendida, tanto quanto a presidente. Mas resisti, com chacotas (sou boa nisso). Devolvia a ofensa com humor, e na mesma medida das ofensas vieram elogios e incentivos pela minha “coragem”. Me senti bem, e sabia que a redenção viria em breve, e de fato ela veio. Hoje 03 de julho de 2014 um dos órgãos de pesquisa revelou resultados de uma pesquisa sobre intenção de voto, avaliação do governo, aceitação da Copa e qual a opinião sobre os insultos contra a Presidente e esse último apontou que 76% da população considerou VERGONHOSO! E os outros 24? Lembrem-se, temos a ala VIP no nosso país!
A Copa está provando o potencial do Brasil ao mundo, mas principalmente está provando ao brasileiro que somos sim tão capazes quanto o resto do mundo. Não somos só capazes com uma bola no pé. Temos o potencial de promovermos uma linda festa verde e amarela, voltar os olhos do mundo para nós e fazermos sim A COPA DAS COPAS. Acredito que a nossa síndrome do Vira-lata será erradicada depois do dia 13 de julho, fomos vacinados. Duvida? Com esse problema resolvido podemos nos dedicar a outros que assolam a nossa sociedade, como por exemplo:  o desconhecimento de que o Brasil possui outros partidos políticos além do PT; Que o nosso sistema governamental se divide em três poderes (legislativo, executivo e judiciário) e cada um deles possui as suas próprias demandas e responsabilidades; Que “Eu resolvo na urna” e votar nulo não resolve nada; Que ler e abrir a mente para novas idéias lhe deixará mais propício ao diálogo e entendimento; e insultar ou usar o CAPS LOCK quando não houver argumento não vale de argumento.
E a nossa mídia? Ontem incentivava os slogans pessimistas. Hoje ela faz matérias mostrando que os torcedores se renderam ao Mundial. Que hoje a aceitação da Copa é maior e nos orgulhamos dessa festa. Os torcedores estão arrependidos? Sei!
Como eu disse no começo desse texto eu amo futebol e chorei e sofri demais no jogo contra o Chile, mas como sou corinthiana (se não for sofrido, não é Corinthians) estou acostumada com o sofrimento, mas amanhã (04 de julho) contra a Colômbia poderia ser um pouco mais tranquilo, vamos guardar nosso sofrimento, afinal a Argentina está na mira. Independente do resultado continuarei brasileira, me orgulhando dessa Pátria mãe gentil, que recebeu o mundo todo e aos pouco (eu acredito) está começando a se receber, se aceitar. Continuarei defendendo o que acredito, e comprando brigas, mesmo que virtuais, pelo que considero correto. Não baixarei minha guarda! Tenho exemplos dignos que não abaixam a cabeça e nem se abalam diante de um do ódio irracional de um estádio lotado.
E por fim, lhe convido a assistir esse belíssimo depoimento do ator José de Abreu para mãe da Paula, avó do Gabriel, Dilma Rousseff!



Não nos calaremos!

Nunca tivemos muito direito ao barulho, mas quando o mais absoluto silêncio se fez, trouxe com ele uma escuridão nunca antes vista.
Ele veio marchando de madrugada, sorrateiro e covarde. Tirou de nós a luz vermelha, aquela que há tempos desejávamos, que iria dar da terra o nosso futuro. Colocou uma mordaça em quem nos defendia e lançou seu véu negro sobre toda uma nação.
Aos poucos o silêncio foi se alastrando, e a escuridão nos devorando. Vendaram nossos olhos (livros terroristas), tamparam nossos ouvidos (mídia aliada) e calaram de vez nossa voz. Mas resistimos. Houveram muitos que lutaram. Soltaram a voz! Diziam que apesar da escuridão o amanhã seria um novo dia. Heróis!
No entanto tantas vozes se calaram, de vez. E essas emudeceram a murros, pontapés, tapas, choques, afogamentos... Ah! Se pudessem ouvir o que essas voz queriam dizer. Mas não houve chance para tal. O silêncio era a sentença. E para as mães, pais, irmãs, irmãos, filhos, filhas, mulheres, maridos e companheiros, para eles sobram apenas os lamentos, também silenciosos.
E quem sobreviveu a esse silêncio, aquele mais profundo vindo diretamente dos porões, hoje é perseguido por vozes, dolorosas vozes, que os assombra por toda vida.

E a nós cabe gritar aos ventos, a plenos pulmões, as dores e agonias desse período que ainda hoje nos ronda, para que aos desavisados seja dito: SILÊNCIO NUNCA MAIS!

Bienvenidos Compañeros!

Depois de tanto tempo eu voltei, mas só voltei porque hoje senti vergonha e precisava compartilha-la com vocês, mesmo que ninguém leia.


Hoje senti vergonha, e olha que eu sou uma pessoa muito bem resolvida, mas hoje não deu, senti vergonha!

Moro em um país onde o dinheiro é mais importante do que vida, onde se burlam leis para proveito próprio, onde adolescentes de 15 anos não sabem ler e escrever, onde a educação é por números e não por qualidade, onde os leitos de hospitais são os corredores, onde os "médicos" que fazem juramento de salvar nossas vidas priorizam trabalhar em locais onde o dinheiro é mais importante (primeiro item da nossa lista). Meu país precisa de muitos remendos, aliais, chega de tapar buraco, precisamos de soluções concretas para nossos problemas, mas se eu fosse listar nossas mazelas dedicaria o blog a isso. 

Mas o meu país está mudando, está prezando as vidas e não mais as vantagens que o poder pode dar. Claro, a passos curtos, afinal a nossa democracia é recente e um passo mais cumprido pode fazer o gigante acordar, ai ele com sono é manipulado e pisa em tudo o que foi construído, já vimos essa história, bem recentemente. 

Os passos são curtos, mas concretos. O meu país hoje é querido lá fora, todos nos querem, temos dinheiro! Mas aqui dentro temos a síndrome do Vira Lata, está tudo ruim. Pelo menos é isso que querem que acreditemos. Hoje no meu país crianças não morrem mais de fome, pais e mães não veem mais os filhos morrerem de fome, pessoas que não tinham oportunidades hoje podem se formar no nível superior. Enfim, poderia também apontar aqui todas as vitórias do meu país, mas também demandaria um bom espaço do blog. 

Voltemos a vergonha... 



Um dos desejos da sociedade que foi as ruas era "melhores condições na saúde pública" e prontamente o meu país atendeu a esse pedido. Fez um projeto de emergência dando oportunidade de emprego com salário alto e benefícios para os "médicos" que tão honradamente se formaram em faculdades públicas ou bancaram altas mensalidades para jurarem salvar vidas ("desde que eu possa escolher quais vidas salvar..."). Mas espera, "com 10 mil reais por mês eu não pago o investimento que meu pai (papai) fez na minha carreira, ou com 10 mil reais por mês eu não pago o investimento que fiz na faculdade pública (oi?!?!)".

Ai vamos as ruas contra esse projeto, deixamos os postos de trabalho e os pacientes sem atendimento ("nosso direito é válido")!

O governo não arreda o pé e mantem o projeto, conclusão: 10% das vagas são preenchidas pelos nossos honrados "médicos". "Trabalhar onde o povo precisa? Esqueceu que sou eu quem escolhe os meus pacientes? Não dá pitaco na minha vida profissional, meu papai disse para não me misturar com a gentalha!"

O que fazer agora que as vagas não foram preenchidas?! Chamemos quem quer trabalhar, quem temos bom relacionamento diplomático: Os cubanos!
"Povo feio. Mulheres com cara de empregada doméstica. Vamos vaiá-los? Meu papai disse que isso vai fazer com que a sociedade nos dê razão!"



Engano seu, senhor reacionário de jaleco. O meu país está caminhando, esqueceu? O povo está começando a entender como as coisas funcionam, aceitando mais o social, e o capital, mesmo embora seja um dos pecados, hoje, pelo menos HOJE, não importa!

Companheiros cubanos, hoje eu me envergonho por dizer que sou brasileira, mas ao mesmo tempo me orgulho da grande maioria dos brasileiros que defendem a permanência de vocês no nosso território, que agradece por levar esperança onde o "santo de casa" não teve a capacidade de ir. 

SEJAM BEM VINDOS e que Little Rock nunca mais aconteça, nunca mais!


Perdão por meu país ser tão imaturo, mas acredite, um dia exerceremos nossas funções por amor e não por dinheiro. Quem sabe não são vocês que vão nos ensinar?!





"Little Rock, Estados Unidos, 1957. Estudante Elizabeth Eckford chega para o seu primeiro dia de aula numa escola sem separação racial. Precisou de reforço policial para conseguir entrar.


Fortaleza, Brasil, 2013. Médicos brasileiros brancos e bem nascidos fazem um corredor para vaiar seus colegas cubanos, muitos deles negros, que vieram ao país contratados para atuar em regiões carentes para as quais os brasileiros não querem ir."

Realidade, infelizmente

Relato de um professor gaúcho extraído do Facebook, nada distante da minha realidade.

"A realidade de hoje !
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;funk
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento
das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00.....................para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!"

A minha realidade
O relato desse professor é verídico, pois mais de uma vez eu presenciei cenas como essa dentro da escola. O problema está no Estado (Brasil) sim, mas muito mais na SOCIEDADE.
A criação dos filhos passou a ser obrigação dos professores, enquanto essa visão não mudar, a educação do país não vai mudar.
Hoje o professor do Estado de SP ganha R$ 9,40 hora/aula. Somos obrigados pelo Estado trabalhar 32 aulas dentro de uma sala de aula com 40 alunos, não há tempo sequer de respirar, beber água, lavar o rosto, ir ao banheiro, é puro luxo. E porque os Estado nos obriga? Por burlar uma lei federal que diz que o professor tem que ficar 2/3 da carga horária com o aluno. 2/3 de 40 para o Estado equivale a 26,40 horas, que dividido por 50 minutos é igual há 32 aulas. Mas espera ai... eu disse que eu ganho R$9,40 por HORA/AULA e não por 50 minutos, logo o calculo do Estado deveria ser feito em 26,40 hora = 27 ou 26 aulas. Mas para que isso não é mesmo? Se eles podem utilizar o professor que já está na rede para dar essas 5 ou 6 aulas de diferença.
Qual a alegação do Estado de SP? Falta de verba, no entanto o Alckmin aumentou o número de secretários e auxiliares e aumentou também o seus salários, ou então a falta de professores, mas conheço gente que ainda não conseguiu atribuir SEQUER 1 aula esse ano.
Eu vivo essa realidade e terça feira tive crise alérgica depois de dar 9 aulas em um só dia. Parece pouco para quem trabalha das 8 as 18 não é mesmo? Mas você trabalha sentado, pode beber água e ir ao banheiro quando bem entender, tem liberdade de ir e vir, e não precisa ficar berrando durante um dia inteiro.
Não digo isso para ficarem com pena dos professores e muito menos de mim, eu escolhi estar aqui e muitos sequer tiveram essa escolha, digo isso para que a SOCIEDADE abra os olhos e se manifeste, a hora de ficar quieto já passou. E corrente pelo Facebook ajuda a alertar, mas não resolve o problema.
Antes de criticar greves, manifestações procure saber o real motivo das revindicações que essas pessoas estão fazendo. Haverá greve nos dias 13, 14 e 15 de março para o professorado Paulista e espero que de todo coração a sociedade não nos condene, mas sim nos entenda. Se você confia a educação escolar do seu filho em nós, está na hora de unirmos força.
Um dia o Estado não terá mais professores disposto a enfrentar essas situações de humilhação, esse dia está próximo, pois menos pessoas ingressam nessa profissão. Quando esse dia chegar quem sabe então a sociedade e o Estado darão real valor à esse profissional que forma todos os outros profissionais.

Mais um dia comum


Hoje acordei com febre, tomei um remédio, peguei meus livros e fui para estação de trem para mais um dia de aula. Seria um dia comum.
Chegando lá, às 9:00, fiquei esperando o trem sair da plataforma durante 20 minutos, e a voz do além da estação dizia "Que os trens da linha Rubi estão trafegando em velocidade baixa e maior tempo de parada nas estações devido a problemas na via (ora era devido ao trem quebrado). Isso não foge de tantos dias comuns.
No percurso de Pirituba (estação que eu embarco, sentido Francisco Morato) até a Vila Clarice o trem foi lento, quase parando, quando ele parou na Vila Clarice pude ver o tal trem "com defeito" parado na plataforma ao lado, e ambos os trens (sentido Luz e sentido Morato) trafegavam no mesmo trilho. Percebi que tinha gente dentro do trem e vi algumas saindo apressadas e assustadas, mas entendi essa cena como o cidadão que não quer/pode chegar atrasado no serviço, seria só mais uma cena comum.
Achei curioso um trem dar "defeito" bem naquele horário, mas não encuquei. No percurso minha febre aumentou e eu decidi pegar o caminho de volta para casa e curar essa gripe chata que está tentando me pegar (já disse para ela que não a quero na minha vida, mas ela é insistente!). Quando embarquei no trem para voltar para casa pude perceber que as pessoas estavam comentando sobre um acidente que havia acontecido na Vila Clarice, um choque de dois trens, até aquele momento diziam que 7 pessoas estariam feridas, e a CPTM insistindo em dizer que por motivo de pane, defeito, problemas na via... Enfim. Voltei ouvindo rádio e quando o trem passou novamente na Vila Clarice pude perceber que agora havia equipe de resgate e muitas pessoas eram atendidas na plataforma. As duas composições ainda estavam uma encostada na outra, mas mesmo assim dava para ver o estrago no vagão. As pessoas olhavam para a cena como se aquilo fosse comum.
Não foi uma cena feliz, longe disso. Quando cheguei em casa, assistindo ao noticiário soube que 38 pessoas se feriram, 2 com maior gravidade. Apenas um acidente comum.
De quem é a culpa? De todos e de ninguém ao mesmo tempo. A culpa vem lá de cima, quando nos obrigam a pagar R$3,00 para um meio de transporte indigno e perigoso, superlotado, sujo... Claro que agora irão culpar a funcionária da CPTM, mas quem conhece o mínimo sobre locomotivas e trens sabe que não é só puxar o freio de mão e ela para, se ela estava trafegando naquela via foi por que alguém deu o sinal verde de que ela estaria livre. Podem demiti-la, ela é apenas uma funcionária comum.
Não nos cabe julgar o certo ou o errado, cabe cobrarmos o nosso direito de ir e vir em segurança, o que seria comum.
E sim, a gente só se dá conta desses pequenos detalhes quando acontece ao nosso lado, ou quando o perigo passa perto, na distância de 10 minutos... E isso não deveria ser nada comum.

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